Os brasileiros acreditam que aumentar a mistura dos biocombustíveis na gasolina e no óleo diesel pode trazer benefícios para a economia brasileira e para o meio ambiente, aponta uma pesquisa conduzida pela empresa Nexus a pedido da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.
O aumento é uma das medidas previstas no programa Combustível do Futuro, já aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula.
No levantamento, 69% dos entrevistados afirmaram acreditar que o aumento da produção de biocombustível no país está diretamente ligado ao crescimento econômico do Brasil e um percentual ainda maior (71%) concorda que a medida vai gerar mais empregos nas áreas rurais por meio do incentivo à agricultura.
Além disso, 66% disseram que o aumento na mistura dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis funciona como solução ambiental, uma vez que se reduz a emissão de gases poluentes. A Nexus entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas com idade acima de 16 anos em todos os estados brasileiros.
“O aumento na demanda por biocombustíveis valoriza as commodities agrícolas, o que fortalece a balança comercial do Brasil e aumenta a arrecadação de impostos, recursos essenciais para o desenvolvimento de infraestrutura e programas sociais”, afirma o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista ao Estadão.
Silveira destaca que as cadeias produtivas não envolvem apenas as lavouras, mas também grandes e pequenos produtores, o transporte e a venda. Além das vantagens comerciais, ele aponta que os biocombustíveis serão fundamentais para o Brasil cumprir suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e cita ações em prol do biodiesel.
“Nesse caso, ampliar a sua mistura no diesel é uma solução rápida para a descarbonização do transporte pesado e, por isso, vamos iniciar o debate sobre a viabilidade técnica de misturas superiores a B15 (com 15% de biodiesel) para que possamos aproveitar ao máximo o nosso potencial com este biocombustível que contribui com o aumento da nossa segurança energética”, menciona o ministro.
Utilização
Se os brasileiros veem possíveis benefícios ao país com a maior utilização dos biocombustíveis, a maior parte ainda não abastece seus veículos com eles: 66% dos entrevistados na pesquisa da Nexus abastecem seus carros, na maior parte das vezes, com gasolina ou diesel. Apenas 29% usam hoje o etanol como principal combustível.
A razão para isso pode ser uma preocupação com a preservação dos próprios veículos ou com os valores a pagar. Conforme o levantamento, 45% acreditam que o preço vai aumentar com a maior mistura de biocombustíveis; 44% citam que a eficiência dos automóveis pode diminuir e 43% afirmam que mais problemas mecânicos podem ocorrer – mas, caso o carro seja flex, ou seja, rode com gasolina ou etanol, os motores não devem ser afetados.
Para o país como um todo, há mais benefícios por reduzir a dependência em relação aos preços internacionais do petróleo e do gás natural, diz Silveira. “O apoio da população será crucial para que o Brasil continue avançando nesse setor, consolidando-se como líder global em soluções energéticas sustentáveis”, afirma.
Os biocombustíveis são produzidos a partir de culturas agrícolas como cana-de-açúcar, soja, mamona e outros. Eles são considerados uma alternativa aos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) com características mais favorável para o meio ambiente por emitirem menos gases de efeito estufa. Enquanto as plantas crescem, elas retiram carbono da atmosfera para se desenvolver, o que compensa a queima posterior nos motores.
No Combustível do Futuro, está previsto que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031, em porcentuais a serem definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Já a mistura mínima obrigatória de etanol na gasolina deverá subir de 27% para 35%.
Em outros pontos, a lei cria os programas nacionais de combustível sustentável de aviação, diesel verde e biometano, além do marco legal de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono.
O governo estima que o Combustível do Futuro vai destravar R$ 250 bilhões em investimentos pelo setor privado até 2030. O marco legal prevê que o Brasil evite a emissão de 705 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) até 2037.


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