Logística reversa de embalagens tem salto de 285% na adesão de empresas em MT

Logística reversa de embalagens tem salto de 285% na adesão de empresas em MT
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A participação de empresas nos sistemas de logística reversa de embalagens cresceu 285% em Mato Grosso nos últimos três anos. Dados da Coordenadoria de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) mostram que o total de empresas aderentes, informado pelas entidades gestoras, saltou de 13.144 para 50.603 em 2026.

Entram na conta companhias que vendem produtos no território mato-grossense, inclusive as sediadas em outros estados.

A logística reversa organiza o caminho de volta de produtos e embalagens depois do consumo, permitindo que plástico, papel, papelão, metal e vidro sejam recuperados e voltem à indústria como matéria-prima.

A exigência está na Lei Estadual nº 12.560/2024, regulamentada pelo Decreto nº 2.156/2026, que divide responsabilidades entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na criação e operação dos sistemas de retorno.

Segundo o coordenador de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, Ricardo Carneiro, o modelo fortalece a reciclagem no Estado, movimenta recursos, abre oportunidades para o setor e valoriza associações e cooperativas de catadores, gerando renda e diminuindo o volume de lixo descartado na natureza.

Como funcionam as entidades gestoras

As empresas podem se associar a entidades gestoras, organizações responsáveis por administrar sistemas coletivos de logística reversa. Elas coordenam as ações, reúnem as informações e apresentam a documentação que comprova os resultados.

Nesse modelo, as empresas informam o que colocam no mercado estadual e comprovam a recuperação dos materiais de suas embalagens, com documentos que permitem rastrear o retorno ao ciclo produtivo.

Outras cadeias de produtos

Em 2026, a Sema também recebeu planos de logística reversa de outros setores, como pneus, pilhas e baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas, óleos lubrificantes e medicamentos domiciliares vencidos ou sem uso. Esses planos detalham como os sistemas vão funcionar e, a partir de 2027, ano da primeira entrega prevista no decreto, passarão a ser acompanhados por relatórios anuais.

Fonte: Secom-MT / Sema-MT. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.