Venho por meio desta relatar uma situação ocorrida após a partida do Cuiabá Esporte Clube, que considero grave no exercício da atividade jornalística.
Estando devidamente credenciado e atuando como jornalista, fui impedido de realizar perguntas na zona mista, mesmo aguardando minha vez normalmente. No momento em que tentei iniciar minha participação, fui interrompido pela assessoria de imprensa do clube, sem justificativa plausível.
Posteriormente, durante a coletiva de imprensa, novamente fui impedido de fazer minha pergunta, sendo informado pelo assessor que se tratava de uma ordem direcionada especificamente a mim.
Ressalto que outros profissionais presentes tiveram acesso normal tanto na zona mista quanto na coletiva, o que caracteriza um impedimento seletivo e direcionado, prejudicando diretamente meu trabalho.
Diante disso, solicito o apoio da AMACE para apuração dos fatos e eventual posicionamento institucional, visando garantir o livre exercício da profissão e a isonomia no acesso às entrevistas.
Permaneço à disposição para fornecer mais detalhes. Outros jornalistas que estiveram presentes podem confirmar os fatos!
Atenciosamente,
Jorge Matheus da Silva Queiroz
NOTA DE REPÚDIO
Amace e Abrace em defesa da liberdade de imprensa
A Amace – Associação Mato-grossense de Cronistas Esportivos e a Abrace vêm a público manifestar total repúdio ao ato de censura praticado pelo Cuiabá Esporte Clube contra o jornalista Matheus Queiroz.
O profissional foi impedido de participar da coletiva de imprensa com jogadores e comissão técnica. O motivo alegado foi o fato de o jornalista ter exercido seu direito de opinião, por meio de nota de repúdio, contra declarações ofensivas do presidente do clube dirigidas à própria torcida durante uma partida.
Impedir o trabalho jornalístico por discordância de opinião é censura. É violação direta ao art. 5º, inciso IX, e ao art. 220 da Constituição Federal, que garantem a liberdade de expressão e vedam qualquer embaraço à plena liberdade de informação.
O Cuiabá Esporte Clube, como instituição de relevância pública e social, não pode usar seu poder para silenciar críticas ou retaliar profissionais que cumprem o dever de informar e opinar.
Quando se pune um jornalista por se manifestar, ataca-se toda a categoria. Hoje foi com Matheus Queiroz. Amanhã pode ser com qualquer um de nós.
Exigimos:
1. Retratação imediata do Cuiabá Esporte Clube e liberação do acesso do jornalista Matheus Queiroz às coletivas.
2. Posicionamento público da assessoria do clube sobre o caso.
3. Apoio das entidades Abraji, Fenaj e Aceb na defesa do colega.
A Amace e a Abrace se solidarizam com o jornalista Matheus Queiroz e reafirmam que não se calarão diante de qualquer tentativa de cercear a liberdade de imprensa.
Cuiabá-MT, 25 de abril de 2026.
Amace – Associação Mato-grossense de Cronistas Esportivos
Abrace – Associação Brasileira de Cronistas Esportovos
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